terça-feira, 27 de abril de 2010

Jardim de inverno

Com os sons da tarde desenrolando o edredom e deixando o frio entrar,ela foi obrigada a acordar. Percebendo um cheiro sutil que vinha de fora, foi se equilibrando até o jardim, e chegando lá ficou parada por muito tempo.
Não havia ninguém lá, mas se houvesse diria depois para os conhecidos que no intervalo de uma caminhada ela mudou de rosto três vezes: Quando partiu era uma mulher amargurada com cara de cansada, aos poucos seus traços foram suavizados e sua expressão perdeu a gravidade, e finalmente seu rosto empalideceu e seus olhos foram perdendo o foco, mirando o infinito.

1 comentários:

Mariana de Oliveira Campos disse...

pô, que lindo isso.

Postar um comentário